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ex-presidente Lula (PT) embarca em nova caravana, dessa vez pelo Estado de Minas Gerais, a partir da próxima segunda-feira (23). A viagem deve passar por 12 cidades e se estenderá até o dia 30.

A iniciativa é a segunda, neste formato, realizada pelo PT, dentro da campanha denominada de “Lula pelo Brasil”. A expectativa é de que o ex-presidente passe por outros estados, nos próximos meses.

No entanto, o custo é alto e a direção do partido resolveu arrecadar doações para bancar as caravanas. De acordo com informações da coluna Painel, da Folha de S. Paulo, a previsão é de que a “vaquinha” seja lançada nesta sexta-feira (20), durante reunião da executiva do PT.

Na próxima semana, campanhas devem ser divulgadas nas redes sociais, com a participação não apenas de Lula, mas da presidente do partido, Gleisi Hoffmann, e de outros nomes de peso da sigla, com o objetivo de “engordar o porquinho”.

Durante a caravana por Minas, a exemplo do que ocorreu quando da passagem por municípios nordestinos, o trajeto será feito de ônibus e haverá atos públicos nas cidades. O ex-presidente também deve receber títulos de governos e universidades.

A caravana deve chegar a Ipatinga, Governador Valadares, Teófilo Otoni, Itaobim, Itinga, Araçuaí, Salinas, Montes Claros, Bocaíuva, Diamantina, Codisburgo e Belo Horizonte.

Márcio Macedo, vice-presidente nacional do PT e coordenador da caravana, diz que Lula escolheu Minas Gerais por sua importância, já que é o segundo Estado com mais eleitores do país.

“É uma caravana de diagnóstico da realidade brasileira e de diálogo que o presidente Lula tem permanente com o povo brasileiro. Ele é uma liderança que se alimenta da inspiração das massas”, disse Macedo.

A recepção a Lula deve ser feita pelo governador de Minas, Fernando Pimentel (PT), que é apontado, junto com o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad e com o ex-governador da Bahia Jaques Wagner, como um dos nomes do partido na corrida presidencial do próximo ano.

Lula foi condenado pelo juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato em primeira instância, a nove anos e meio de prisão, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A sentença cabe recurso e o petista aguarda em liberdade.