O juiz Sergio Moro: sem pretensões eleitorais, magistrado teria potencial de voto de 35,5% (Paulo Whitaker/Reuters)

São Paulo – Se o juiz Sergio Moro tivesse qualquer intenção de se lançar candidato nas eleições de 2018, ele entraria na disputa com um potencial de votos mais vantajoso do que o do empresário e apresentador de TV Luciano Huck, um dos nomes de fora da política mais cobiçados para 2018.

É o que mostra sondagem online do Instituto Paraná Pesquisas elaborada a pedido do site EXAME com 2.120 pessoas de 145 municípios de todos os estados brasileiros.

Quando questionadas sobre em qual personalidade de fora da política elas tinham mais chances de votar no ano que vem, o juiz responsável por parte das ações em primeira instância da Operação Lava Jato recebeu 35,5% dos apoios.

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa e o apresentador Luciano Huck aparecem tecnicamente empatados com, respectivamente, 11,1% e 10,8% das declarações de potenciais votos. Já o procurador da República Deltan Dallagnol, que coordena a força-tarefa da Lava Jato, recebeu 6% dos apoios.

O jurista Modesto Carvalhosa, que lançaria uma candidatura à Presidência se as chapas independentes fossem autorizadas, e a jornalista Valéria Monteiro, que também mira a disputa, receberam respectivamente 2,1% e 0,3% dos potenciais apoios.

Por outro lado, 30% dos entrevistados afirmaram que não votariam em nenhum desses nomes.

Tanto Moro quanto Dallagnol negam que tenham qualquer pretensão política no futuro próximo. Huck e Barbosa, em contrapartida, já estão sendo cortejados por partidos políticos e a expectativa é que pelo menos um deles saia candidato em 2018.

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Renovação política

Segundo a pesquisa, cerca de 71% dos entrevistados assumem que não votarão no mesmo candidato em quem votaram para presidente ou deputado federal nas eleições de 2014. Nesse sentido, cerca de 72% deles admitem que esperam que o Brasil viva uma renovação política em 2018.

Apesar disso, apenas 54,7% dos eleitores afirmaram que há uma alta ou muito alta probabilidade de que eles votem em um candidato estreante na política. Outros 23,7% afirmam que essa possibilidade é moderada e 16,4% que é baixa ou muito baixa.

De qualquer forma, para quase 85% dos entrevistados não concorda com a ideia de que os partidos representam os interesses da população brasileiro. Outros 82% seguem o mesmo conceito ao avaliar os políticos.

A pesquisa foi feita por meio de questionário online entre os dias 15 e 19 de novembro e tem um grau de confiança de 95% para uma margem estimada de erro de aproximadamente 2% para os resultados gerais.