É sempre bom tomar cuidado com as mensagens que você manda, ou nesse caso, que você sequer tem tempo de mandar: um defunto de Queensland, Austrália, nem tinha mandado uma mensagem, mas o rascunho foi usado no tribunal como testamento, e isso tirou a herança da sua esposa e do seu filho.

Um homem de 55 anos cometeu suicídio, e o registro das suas mensagens de texto foi encontrado no dia seguinte.


As últimas mensagens dele foram para seu irmão, dizendo que ele devia ficar com a casa, e colocar as cinzas no jardim do fundo.

Já falando da esposa, o suicida afirmou que “ela só deve levar o que for dela”. Isso porque aparentemente ela voltou para o ex. Ele também mandou detalhes da sua conta bancária, e terminou a série de mensagens com um “meu testamento 🙂 “.

A viúva, que já tinha um filho de um relacionamento anterior, argumentou que uma mensagem de texto não deveria ser usada como testamento. A juíza responsável pelo caso disse que a viúva argumentou que o suicida não tinha certeza do que falava. Por isso ele não havia mandado a mensagem, e ela estava só em rascunho.

Ainda assim, a juíza decidiu contra a viúva. Isso porque ela já havia deixado o marido em três outras ocasiões, e o relacionamento não estava lá muito saudável.

Aparentemente, a natureza informal da mensagem de texto não diminui a importância como testamento, já quem em 2013, um DVD foi considerado um testamento também. Obviamente, a viúva e o filho não vão ficar desamparados; a lei dita que ela tem direito a uma parcela dos bens do defunto. É só a casa dele que ficou no testamento mesmo.