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incidência de Aids nas cadeias brasileiras é 138 vezes maior do que a média do país, segundo um Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias (Infopen) com dados de 2015 e 2016 divulgado nesta sexta-feira (8). A incidência do vírus HIV em 2015 nos presídios foi de 2.189,9 casos para cem mil detentos. Já para a população em geral, são 15,8 casos para cem mil pessoas.

Em 2015, havia 5.084 profissionais de saúde no sistema penitenciário nacional, para dar conta de 698,62 mil internos, ou seja, um profissional para 137 presos. Para as mulheres, há apenas um ginecologista para 2.109 detentas.

A pesquisa também revela que as chances de suicídios nos presídios são quatro vezes maior.

Como cita o ‘Globo’, a Lei de Execução Penal (LEP) garante que presos tenham os mesmos direitos de todos os brasileiros — com exceção daqueles modificados por sentença ou lei, como o direito de ir e vir. Saúde integral, na forma de atendimento “médico, farmacêutico e odontológico”, por exemplo, são direitos garantidos na Constituição.