Uma ex-funcionário de um unidade do banco Itaú em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, deve ser indenizada por assédio moral após ser alvo de comentários inapropriados de um supervisor do estabelecimento. As informações são do G1. A 2ª Vara do Trabalho de Várzea Grande condenou o banco a pagar de indenização de R$ 20 mil por dano moral. A decisão da juíza Leda Borges de Lima foi divulgada nesta quinta-feira (19). Ainda cabe recurso.

O incidente aconteceu em 2012. A funcionária sofria assédio moral. O supervisor responsável pelas ofensas é acusado de discriminação às mulheres da empresa, maus tratos verbais e pedidos de condutas ilegais. Ele teria “apelidado” a funcionária e outras mulheres do setor dela de “virgens de prostíbulo”.

“O assediador era machista e dizia nas reuniões que preferia trabalhar com homens, pois mulheres choram por qualquer coisa (vez que quando gritava, uma ou outra ia para o banheiro chorar) e que as mulheres têm muita TPM – Tensão Pré-Menstrual”, consta no processo.

Os fatos foram confirmados pela testemunha no processo, que também sofreu com os assédios enquanto trabalhava na agência. Procurado pela reportagem, o banco não comentou o assunto. Já o supervisor negou todos os fatos durante a defesa no processo, alegando que a trabalhadora jamais fora humilhada ou assediada moral ou sexualmente no ambiente de trabalho.